Alô, noivos!

Após a apresentação, chegou a hora de falarmos de joias e não teria como começarmos sem falar do ouro!

O ouro (do latim aurum, “brilhante”) é um elemento químico (símbolo Au) de número atómico 79… Quem se interessar, pode conseguir informações bem técnicas e específicas em uma simples pesquisa no Google. Mas nós preferimos pular essa parte teórica e irmos direto para a parte comercial.

Ouro, platina, paládio e prata estão entre os metais mais utilizados nas joalherias e eles são considerados preciosos porque são raros na natureza e tem altíssima resistência a oxidação. Outra característica que distingue estes metais é a maleabilidade e ductilidade, o que permite que eles possam ser derretidos e manuseados para assumir formatos variados (lógica por trás do processo de fundição, amplamente utilizado na indústria).

Ué, mas eu tenho um cordão de prata que oxida (e muito)! Veremos logo logo que as joias não são feitas com o metal puro, mas sim de uma liga metálica, o que intensifica a ação de oxidação. O ouro oxida muito(!) menos que a prata, mas, ainda assim, oxida.

Curiosidade: o bronze, apesar de aparecer logo após o ouro e a prata nos quadros de medalhas em competições esportivas, não é precioso. Trata-se de uma liga metálica de cobre e estanho.

Especificamente sobre o ouro, que é o queridinho do mercado de luxo, é um metal encontrado na natureza em sua forma pura que, comercialmente, é chamada de “ouro 24 quilates” (24K) ou “ouro mil”. Você pode encontrar algumas joias em ouro 24K, mas não é o mais comum, porque o ouro em estado puro não tem as propriedades físicas mais adequadas para utilização. Em matéria de dureza, o ouro 24K é muito macio e a “manutenção” das joias no dia a dia é delicada, já que qualquer batida ou arranhão na joia já é suficiente para danificá-la. Lembra da tal história do pirata que morde a moeda para conferir se era de ouro? Isso é em função justamente da sua maciez.

Por essa razão, o ouro que encontramos nas vitrines, normalmente, é uma liga metálica, ou seja, uma mistura formada por dois ou mais elementos metálicos, para que ele fique mais tenaz e duro. Já ouviu falar de ouro 18 quilates (18K ou 750), 16K, 14K e 10K? Na verdade, estas classificações indicam a concentração de ouro puro na liga metálica, normalmente, composta também por prata, cobre ou paládio. O ouro 14K, por exemplo, é composto por 14 partes de ouro para 10 de outros metais nobres (percebam que no total há 24 partes, ou seja, o ouro 24K tem 24 partes de ouro e 0 de outros metais, por isso, é puro). No caso do ouro 18K ou 750, que representam a mesma coisa, indica a concentração de 75% (18/24 ou 750/1000) de ouro puro.

O ouro mais utilizado comercialmente é o de 18K, porque consegue combinar a maior concentração de ouro e as propriedades físicas ideais para o manuseio, seja durante a confecção ou na utilização da joia. Vale lembrar que quanto maior for a concentração de ouro, mais caro é o material. Por exemplo, o ouro 24K é mais caro que o 18K, que é mais caro que o 14K, se considerarmos as mesmas quantidades.

Essas composições das pré-ligas são o que determinam a cor final do ouro. O ouro puro é amarelo escuro, mas podemos transformá-lo em ouro 18K amarelo, branco, rosê e até outras cores. Tudo depende das quantidades e dos metais que misturamos na liga. E isso não interfere em nada o seu valor: o ouro 18K rosê vale a mesma coisa que o ouro 18K branco e assim por diante. É apenas uma questão de gosto.

É comum que as peças de ouro tenham uma marcação, chamada carimbo ou contraste, de “18k” ou “750” para indicar a concentração do metal. Normalmente, fica em uma parte escondida da joia, como na parte de dentro dos aros dos anéis ou nos pinos do brinco, mas isso não é suficiente para garantir que o ouro seja legítimo (na prática, você pode colocar o carimbo em qualquer tipo de material), então tomem cuidado para garantir que vocês comprem joias em um lugar oficial e com credibilidade. Nas grandes joalherias, há um rígido controle sobre o teor do ouro das joias, então podem ficar sossegados.

Bom pessoal, nos próximos encontros, pretendemos falar sobre alianças, diamantes, acabamentos, escolhas e preços, entre outros fatores de decisão durante a compra de uma joia. Até mais!